Revelando São Paulo – Cultura de Paz – Educação pela Paz – Mahatma Gandhi e a Cultura da Paz

Pretendo terminar essas reflexões com algumas passagens de Mahatma Gandhi, guia espiritual da nova educação, que tem por finalidade a criação da cultura da paz.

Vamos nos iluminar: “A força da não-violência é infinitamente mais maravilhosa e sutil que as forças materiais da natureza, como a eletricidade.”

“A não-violência não consiste em renunciar a toda luta contra o mal. A não-violência, como eu a concebo, é, ao contrário, uma luta contra o mal mais ativa e mais real que a da lei de Talião, cuja natureza própria é desenvolver, com efeito, a perversidade.”

“Onde houver conflito, onde houver oposição, triunfe através do amor.”

“O mundo não é totalmente governado pela lógica: a própria vida envolve certa espécie de violência, e a nós compete escolher o caminho da violência menor.”

“A força gerada pela não-violência é infinitamente maior do que a força de todas as armas inventadas pela engenhosidade do homem.”

“O seu inimigo se renderá não quando sua força se esgotar, mas quando o seu coração se negar ao combate.”

“A única coisa que as nações do Ocidente ensinaram ao mundo, com as letras de fogo, foi que a violência não leva nem à paz nem à felicidade. O cultivo da violência não tornou felizes, nem melhores, as nações com quem entrou em contato.”

Penso que essas passagens da obra de Gandhi falam por si. O estudo do pensamento de Gandhi torna-se no mundo contemporâneo, marcado pela violência generalizada, um manancial de valores e de vivências que pode nos iluminar e despertar o amor pelo próximo, chave da cultura da paz. Precisamos mais do que nunca de um mundo não só materialmente farto mas também espiritualmente rico, não-mercantilizado, cheio de gratuidades, um mundo mitologizado, um mundo de muitas cores e poeticamente habitável. Um mundo de pessoas educadas desde o berço, não para a competição desenfreada e o desenvolvimento material, mas para o crescimento interior e a CULTURA DA PAZ.

Hamilton Faria é poeta, autor, entre outros livros, de Súbitos Encantos para São Pedra Espanto. Professor titular da Faculdade de Artes Plásticas da FAAP e coordenador da área de cultura do Instituto Pólis. Participa da Aliança por Um Mundo Responsável e Solidário e é animador da Rede Mundial Artistas em Aliança.

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