Artesanado de Palha de milho, da cidade de Redenção da Serra. Artesã Giselda. Fotografia de Reinaldo Meneguim

Trança Fitas

ic_dancafitas

Pau de fita

A dança do pau-de-fitas, ou dança das fitas, é uma dança folclórica coreografada originária da Europa. Está presente em diversas festas típicas. A tradição pode ser encontrada em vários países, sendo popular na Espanha, Portugal, Brasil, Argentina e Aruba, além de também ser praticada na Inglaterra e Holanda. Em algumas nações europeias é comum a realização da dança nas festividades do Dia de Maio.

A dança do pau de fitas consiste em uma dança de roda, usando um mastro enfeitado de aproximadamente três metros e longas fitas coloridas amarradas no topo. A coreografia desenvolve-se como uma ciranda de participantes que orbitam ao redor do mastro central (pau) fincado no chão. Enquanto no topo do mastro são presas as pontas das fitas, a outra extremidade é sustentada por cada dançante que segura a fita durante a dança. Durante a translação em ‘zigue-zague’ em torno do fulcro central, as fitas vão sendo trançadas, encurtando a parte pendente até que fique impossível prosseguir. Faz-se após o movimento contrário, destrançando as fitas. Há variações na música e instrumentos por causa da influência regional.

De origem Ibérica, a Dança do Pau de Fitas é uma dança de roda, que envolve um mastro enfeitado, de aproximadamente 3 metros, e longas fitas multicoloridas, que são presas em seu topo, respeitando o número de pessoas que participarão. O Pau de Fitas consiste numa brincadeira sem necessidade de grandes recursos, sendo assim, sobrevive apenas da boa vontade de seus participantes e de sua comunidade. O importante do Pau de Fitas é que ele seja feito sempre em número par, para que o trançado das fitas dê certo. Durante a dança, os participantes vão se movimentando em ziguezague, trançando as fitas no mastro até que fique impossível prosseguir. Após o trançado, é feito o movimento contrário, destrançando as fitas. Todos esses movimentos são seguidos de acordo com o ritmo de instrumentos musicais, como sanfona, violão e pandeiro. De acordo com a coreografia, é possível realizar vários tipos diferentes de trançado, formando diferentes tipos de desenhos.

Em Santa Catarina existem os trançados “Tramadinho”, “Trenzinho”, “Zigue-Zague”, “Zigue-Zague a dois”, “Feiticeira” e a “Rede de Pescador”. A vestimenta dos participantes é bastante simples: de caráter junino, as mulheres usam vestidos com estampas floridas e alegres, sandálias de sola e flores no cabelo. Já os rapazes usam camisa quadriculada ou xadrez, calça, chapéu na cabeça e sandália de sola.

Dança das fitas durante festival basco, na Comunidade Autónoma do País Basco.

O pau de fita e sua dança é considerado uma manifestação milenar de origem europeia, sendo preservado em vários países como parte do folclore. Acredita-se que a manifestação cultural é uma reverência às árvores. Após o inverno europeu, os colonos realizavam as festas da primavera nas aldeias, sendo que nessas festividades foram surgindo diversas danças, entre elas a dança do pau de fita para homenagear o renascimento da árvore. A tradição é muito antiga entre diversos povos, como os açorianos, e foi trazida para as américas pelos espanhóis e portugueses.

Alguns estudiosos acreditam que a tradição do pau de fitas teve origem ibérica. Em Portugal, é chamada de dança das Fitas ou do Mastro. Faz parte dos festejos da dança de Garvão. Nos Açores é chamada de dança do Cadarço e, na Espanha, é chamada somente de dança das Fitas (Baile de las cintas) e é uma dança típica da Noche de San Juan.

No Brasil

Dança das Fitas na Festa do Rosário, em Glaura, Minas Gerais.

No Brasil teve grande popularidade durante as festas de Reis, do Divino, do Natal, do Ano-bom. Hoje, embora mais rara, ainda é encontrada em vários pontos do país, recebendo nomes diversos: trancelim em Crato e dança-do-trancelim, na região do Cariri, no Ceará; dança-das-fitas em São Paulo; dança-da-trança, dança-do-mastro ou trança-fita em Minas Gerais; vilão em Pernambuco e zona rural de Varginha de Minas Gerais. É também conhecido como trançado, engenho ou moinho. No Rio Grande do Norte aparece no final do bumba-meu-boi, com o nome de engenho-de-fitas. Na Amazônia é parte da dança-do-tipiti.

Na região Sul do Brasil, também é chamada de jardineira e trança. A dança de fitas se disseminou pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, dançada especialmente durante festejos típicos de origem açoriana, gaúcha, alemã e em festas juninas. Na região um mastro de aproximadamente três metros de altura é colocado em pé e nele fica amarrado um conjunto de fitas de diversas cores. Todos os movimentos da dança são seguidos de acordo com o ritmo de instrumentos musicais usados como sanfona, violão e pandeiro. No Paraná o pau-de-fitas pode não ter uma música específica, podendo ser acompanhado normalmente por violão, cavaquinho, pandeiro e acordeom. No Rio Grande do Sul é dançada juntamente com a jardineira e o boizinho.

Em Santa Catarina é sempre precedida pela jardineira e de acordo com a coreografia, é possível realizar vários tipos diferentes de trançado, formando diferentes tipos de desenhos. Em Santa Catarina existem os trançados “Tramadinho”, “Trenzinho”, “Zigue-Zague”, “Zigue-Zague a dois”, “Feiticeira” e a “Rede de Pescador”. A vestimenta dos dançarinos é simples e lembra os trajes juninos, onde as mulheres usam vestidos estampados, sandálias e flores no cabelo. Já os homens usam camisas quadriculada ou xadrez, calça, chapéu e sandália de sola.

Dança do Pau de Fitas

De origem Ibérica, a Dança do Pau de Fitas é uma dança de roda, que envolve um mastro enfeitado, de aproximadamente 3 metros, e longas fitas multicoloridas, que são presas em seu topo, respeitando o número de pessoas que participarão. O Pau de Fitas consiste numa brincadeira sem necessidade de grandes recursos, sendo assim, sobrevive apenas da boa vontade de seus participantes e de sua comunidade.

O importante do Pau de Fitas é que ele seja feito sempre em número par, para que o trançado das fitas dê certo. Durante a dança, os participantes vão se movimentando em ziguezague, trançando as fitas no mastro até que fique impossível prosseguir. Após o trançado, é feito o movimento contrário, destrançando as fitas. Todos esses movimentos são seguidos de acordo com o ritmo de instrumentos musicais, como sanfona, violão e pandeiro. De acordo com a coreografia, é possível realizar vários tipos diferentes de trançado, formando diferentes tipos de desenhos. Em Santa Catarina existem os trançados “Tramadinho”, “Trenzinho”, “Zigue-Zague”, “Zigue-Zague a dois”, “Feiticeira” e a “Rede de Pescador”. A vestimenta dos participantes é bastante simples: de caráter junino, as mulheres usam vestidos com estampas floridas e alegres, sandálias de sola e flores no cabelo. Já os rapazes usam camisa quadriculada ou xadrez, calça, chapéu na cabeça e sandália de sola.

Dança da Fita

Essa manifestação é uma reverência feita à árvore, após o rigoroso inverno europeu. Nas aldeias, os colonos, no prenúncio da primavera, realizavam a Dança da Fita para homenagear o renascimento da Árvore. Tradição muito antiga dos povos açorianos, trazida ao nosso país pelos portugueses e espanhóis, é também praticada em outros países das Américas, do México até a Argentina.

A coreografia desenvolve-se como uma ciranda onde os participantes que orbitam ao redor de um mastro central, durante a translação em ziguezague, vão trançando as fitas, encurtando-a até que fique impossível prosseguir. Faz-se então o movimento contrario, destrançando as fitas. A coreografia segue o ritmo dos instrumentos musicais, como sanfona, violão e pandeiro. A Dança da Fita tinha sua própria música, uma marchinha acompanhada por violas, rabecas, entre outros instrumentos, por causa da regionalização, passou a ter variações na música e nos instrumentos. No Brasil teve grande popularidade durante as festas de Reis, do Divino, do Natal, do Ano-Novo. Hoje, embora mais rara, ainda é encontrada em vários pontos do país, recebendo nomes diversos, como: trancelim, dança-do-trancelim, dança-da-trança, dança-do-mastro, trança-fita, vilão, trançado, engenho ou moinho. Também chamada jardineira e trança esta dança se disseminou nos estados do Sul. No Rio Grande do Norte aparece no final do bumba-meu-boi, com o nome de engenho-de-fitas. Na Amazônia é parte da dança-do-tipiti.

Dança da Fita do Itaguá: história e tradição

https://fundart.com.br/danca-da-fita-historia-e-tradicao/

A Dança da Fita, por ser uma dança folclórica, também não se difere disso. A manifestação milenar de origem europeia, foi trazida pelos imigrantes ao Brasil pela região sul do país.

Possui o significado de reverenciar a árvore, que após a época de inverno anuncia o prenúncio da primavera. Já as fitas têm o significado do renascimento das árvores.

A Dança da Fita é conduzida por um par guia o qual faz parte o Mestre Leão, que é um dos personagens da dança e a Senhora Dona Mestra, outra parte importante da dança. Antes de iniciarem a dança, o trovador pede ao dono da casa, que lhe dê a licença para dançarem o “Pau de fitas” em seu terreiro (casa). Este modo foi como a dança se desenvolveu entre os gaúchos, porém cada região fez suas modificações, com detalhes peculiares.

Para a dança ser realizada é utilizado um mastro de aproximadamente três metros, com o diâmetro de quatro centímetros, que será segurado por alguém ao centro, em sua ponta são penduradas fitas coloridas de mais ou menos quatro metros de comprimento e de um a dois centímetros de largura, que serão utilizadas para as evoluções da dança. Os dançarinos se dispõem em círculos cada um com suas respectivas fitas onde irão fazer os movimentos trançando-as.

No Rio Grande do Sul os trançamentos recebem os nomes: “Trama”, “Trança”, “Rede de Pescador”. Em Santa Catarina há o “Tramadinho”, “Trenzinho”, “Zigue-Zague”, “Zigue-Zague a dois”, “Feiticeira” e “Rede de Pescador.

Dança da Fita em Ubatuba

Grupo de Dança da Fita do Itaguá – Foto: Paulo Zumbi

Grupo de Dança da Fita do Itaguá – Foto: Paulo Zumbi

Entre 1920 e 1930, alguns moradores de Ubatuba se deslocavam até o porto de Santos em grandes canoas – chamadas de voga – para comercializar produtos, e muitas vezes ficavam por lá durante uma semana ou mais. No porto se encontravam com pessoas que vinham da região sul e dançavam uma dança que continha fitas. Amarravam bambus, as fitas, e dançavam de noite ou à tarde.

O Sr. João Vitório, um dos mestres canoeiros, era um pescador famoso do bairro da enseada, que fazia muito essas viagens para Santos. Lá, em contato com os sulistas, aprendeu a Dança da Fita junto com seus companheiros e trouxeram-na para a praia da Enseada.

A dança original é feita com seis homens e seis mulheres, mas como não tinham moças para dançar, colocavam os rapazes caracterizados de damas para dar o número certo de pares, só que ninguém sabia quem eram os rapazes, e uma pessoa segurava o mastro para os outros trançarem as fitas.

Moradores do bairro Itaguá e das Toninhas costumavam ir nas festas que aconteciam na Enseada. Dentre essas pessoas estava, Joaquim Filho, das Toninhas, Benedito Corrêa Leite, do Itaguá e Juraci Amaro dos Santos, também do Itaguá. Fizeram um grupo, aprenderam a dançar e levaram-na para o Itaguá entre 1940 e 1950, enquanto na Enseada a dança entrava em hiato. De 1950 em diante começaram a se apresentar na igreja do Itaguá, nas festas juninas, e nas casas, com as músicas dos festivais de São João, São Pedro e Santo Antônio.

Durante um tempo, a Dança da Fita ficou quase que esquecida, porém, na década de 1980, a catequista da igreja do Itaguá, Lucia dos Santos, leu algo a respeito e combinou com as crianças da catequese a revitalização da dança.

Grupo de Dança da Fita do Itaguá – Foto: Paulo Zumbi

Um novo formato foi criado por eles. Um mastro de fita chamado pau de fita foi feito, só que agora com 12 fitas, duas de cada cor, cada par com a mesma cor. Antigamente só era usado duas cores para as tranças. A mudança foi feita, porque um novo entendimento foi criado. As árvores não têm só duas cores, verde e amarelo. Há também as cores dos frutos, as cores das folhas, por isso começou a se utilizar diversas cores, seis no total, cada uma pra cada par.

A Dança começa com o vilão de lenço, que é quando os casais vão pro mastro, o mestre então solta o som do apito e cada casal pega a fita que corresponde a cor de sua roupa, isso significa o preparo da terra, a aração da terra, pra depois a semente ser plantada. Depois que todos pegam a fita os casais se juntam no meio do mastro e juntam suas fitas, isso significa a escolha da semente que vai ser plantada. Após a escolha da semente, começa-se a trançar a fita no mastro, isso significa que a semente está começando a germinar. Depois que as árvores dão os frutos, são destrançadas as fitas. A primavera está acabando, e na época da colheita, as fitas vão sendo destrançadas e a colheita vai sendo feita e os galhos ficando sem folhas. Quando termina de destrançar é quando as árvores deram frutos e caíram suas folhas. Começa então a hibernar no inverno, para no começo da primavera dar frutos novamente.

Pouco tempo atrás havia muitas crianças que dançavam, os adultos faziam as tranças, e as crianças destrançavam. As crianças significam o resultado do processo, ou seja, as flores os frutos e as folhas.

“Hoje em dia, poucas vezes saímos para dançar. Vamos nas festas que a FundArt organiza, como a festa de São Pedro e a Caiçarada. Também participamos da Festa do Itaguá e do Festival do Camarão da Almada, no máximo dançamos umas seis vezes por ano. Não temos mais as crianças, não querem participar pois pensam que estão pagando mico, que os amigos vão tirar sarro. Então continua só os mais antigos” conta Élvio Damasio.

Élvio também nos conta que o grupo não tem muito tempo para ensaiar por terem que cuidar da família, e também por morarem longe um do outro.

Dança das Fitas:

Em Paraty, Rio de Janeiro, essa dança é executada por crianças – distribuídas em onze pares – e é dividida, basicamente, em três partes distintas. A primeira consiste na entrada dos dançarinos, que ingressam no salão levando um mastro sobre os ombros; dele, pendem vinte e duas fitas coloridas. O mastro é colocado de pé, no meio do salão, e as crianças ficam ao seu redor, segurando as pontas das fitas. A segunda parte tem lugar quando os meninos passam a circular, dançando, num determinado sentido, enquanto as meninas dançam no sentido inverso, tantas vezes quanto necessário para que se destrancem as fitas em torno do mastro. Ainda nesta segunda parte, as crianças repetem a dança no sentido inverso, tantas vezes quanto necessário para que se destrancem as fitas. Quando elas estão totalmente livres é executada a terceira parte: repete-se a música de entrada e os dançarinos saem conduzindo o mastro.


1 Trança Fitas de Itaoca Itaoca
2 Aconvita Itariri
3 Crianças Amadas Lagoinha
4 Dança de Fita Natividade da Serra
5 Grupo Ô de Casa São Paulo
6 Itapuá Ubatuba


Em breve disponibilizaremos o conteúdo.


Em breve disponibilizaremos o conteúdo.

Copyright Toninho Macedo. Todos direitos reservados.
UA-61231390-1