Ecologia – Billings Viva – Cap. 11 e 12

11 – Informantes 

Osvaldo de Oliveira Sales – apelido Zato Pecchi  

Nasceu no Riacho e ali continuou morando com os avós e tios, mesmo quando os pais se mudaram para São Bernardo.  

Jogava futebol no 20 de Setembro, perto do Alvarenga, como ponta esquerda.  

Eu jogava como alfe esquerdo; י beque esquerdo. Mas um dia me puseram na ponta esquerda e eu marquei 4 gols, aí nunca mais me tiraram de ponta esquerda. Aí o apelido ficou Zato Pecchi.  

Zaíra Besognini, 52 anos.  

Quando a mãe se casou foi morar em S. Bernardo, perto da Vila do Tanque, terras do avô. Foram vendidas para a Volks. Com 7 anos voltou para o Riacho.  

Anselmo Mário Finco, 74 anos.  

Nasceu em S. Paulo e se mudou para o Riacho com 2 anos. “Morei sempre aqui no Riacho. Agora me mudei para S. Bernardo.”  

Frederico Finco, 74 anos.  

Nasceu em S. Paulo e mudou ainda pequeno para o Riacho. Sempre morou no Riacho. Montou fábrica de móveis em S. Bernardo do Campo e para lá se mudou. Mas não se afastou do Riacho. As fábricas de móveis no início estavam ligadas aos Fincos. Tinham fábricas de móveis no Riacho. Os primos quiseram comprar. Então vendeu.  

Gilberto Aparecido, 42 anos.  

Tem “ponto” de venda logo na entrada do Riacho, saindo do trevo. Fala com muita segurança, não se atrapalha com as perguntas, nem enrola. É objetivo e de relacionamento imediato.  

Ângelo Rosa, 78 anos.  Lina Cassetari Rosa, 67 anos.  

Nasceu na província de Lenca, Itália. Veio com 13 anos; acabou de crescer no Riacho. Dna. Lina também é natural de Lenca e veio com meses. Foram morar no Zanzalá.  

“Como se conheceram?”  

“Fazíamos o mesmo serviço. Era carvoeiro tanto a família dela como a minha. Então nós trabalhávamos perto. E nós se conhecemos assim.”  

E dali casaram-se e foram morar em Santo André. Voltaram para o Riacho, e de novo para Santo André, por fim estabeleceram-se de vez no Riacho.  

Adauto Nascimento da Silva, 34 anos, baiano, residente em Santo André desde os 8 anos. Motorista da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes de Santo André. Há 18 anos frequenta a Billings para pescar. Foi iniciado por amigos. Conhece e pratica variações de técnicas de pescaria para vários tipos de peixes (tilápia, lambari, bagres…).  

José Carlos Perin, 30 anos. Natural de Santo André, onde reside. Motorista da Sec. de Educação, Cultura e Esportes. Começou a pescar na Billings aos 12 anos em companhia do avô. Pesca frequentemente, em companhia de familiares, dando preferência nas madrugadas de sexta para sábado.  

Quirino Vizentim – conhecido por Léli, 65 anos.  

Nasci em 1925, e nem tinha a represa ainda. Só tinha o Rio Grande, que passava lá em baixo. Afora do Rio Grande, tinha o Rio Pequeno, que passava pela Balsa, e desaguava no Rio Grande lá em baixo no ponto que ficou apelidado de Encruzo (onde os 2 rios se “encruzam”). Seus avós vieram da Itália por volta do fim do século passado.  

Donizete de Moura, 35 anos (Funcionário do Dersa).  

Nasci em Diadema, vim pra cá molecão. ”Quando a água chegava aqui o pessoal nadava, pescava. Aqui tudo era direto gente pescando. Era à noite, era o dia. Água limpa. Depois da terraplanagem a água nunca mais Iimpou. Fica sempre o barro.”  

Otelírio Prudêncio da Rocha, 42 anos – caseiro  

Mineiro de nascimento, em S. Bernardo desde 64. No Botujuru há 12 anos: 

 “O bairro era um braço da represa até 78. Até 78 a represa chegava aqui. Quando fizeram a terraplanagem para a ampliação da Volks, aí começou a aterrando a represa. Foi descendo a terra e areia. Depois foi que gramaram. Mas gramaram depois que entupiu tudo. Mas o’ descimento da terra continua”.  

Pedro Francisco, 30 anos.  

Cearense, em S. Bernardo há anos. Trabalhou no recapeamento asfáltico da Anchieta. Pescava no km 40, perto da Imigrantes até 89. “Cheguei a pegar traíra de 2 kg. Pegava carpa, traíra, bagre, tilápia”.  

Veio para trabalhar com um tio no interior. 

 “Depois fui para Diadema. Agora estou aqui. Não tenho mais vontade de voltar para o Ceará.”  

Reinaldo Evangelista de Souza, 30 anos.  

Mineiro, há 5 anos perfeitamente integrado ao Riacho. Trabalha em uma loja especializada atendendo pescadores no setor de iscas.  

Gosto muito do Riacho Grande. É um lugar em que a gente convive com a natureza e respira ar puro. Temos de lutar pra conservar a natureza que ela é bela e boa. Ela não precisa de nós. Nós é que precisamos dela.”  

“Na Billings não há nenhum fantasma. O pessoal tem mesmo medo do homem. O único fantasma que tem na represa é o homem que destrói a beleza que Deus criou.”  

Márcio Conti, 43 anos.  

Um dos proprietários do Bar Flutuante há 14 anos.  

Antônio Aparecido Alves, 40 anos.  

Toca a olaria da família há 27 anos – Olaria dos Alves, dos Carvoero, na Estrada da Pedra Branca, no bairro Montanhão.  

Antônio Ventura – português, 64 anos, aposentado;  

Lionel Ventura – 36 anos, vendedor;  

Francisco Ventura – 35 anos, vendedor;  

João Moreira da Silva – 42 anos, funcionário da Prefeitura de S. Paulo; conhecido por Filinho, “porque eu era magro, era um palito”.  

Moacir Moreira da Silva – 39 anos, telefonia (Telesp);  

Antônio Moreira da Silva – 33 anos, comerciante (tecidos);  

Os Moreira e os Ventura são conhecidos. Pescam todos os finais de semana e feriados. Sempre juntos. A mãe de Lionel e Francisco está sempre pescando com os filhos e o marido. Antônio Ventura, o pai, costuma vir pescar com a esposa no meio da semana. Foi com ele que os filhos aprenderam a pescar quando tinham por volta de 9 anos. Pescam no Alto da Serra há uns 2 anos. Até então pescavam num sitio à altura da Balsa João Basso.  

Ficaram um pouco assustados com as notícias de poluição e mudaram de lado. Os 3 irmãos Moreira da Silva também pescam juntos há mais de 20 anos. Já pescaram em todos os braços da Billings e represas da região. Pescam com vários caniços e molinetes, ao mesmo tempo, reinando sempre um clima amistoso, com muita piada, deboche e tiração de sarro. Lionel dá a chave: 

 ”Gosto muito de pescar. E gosto de comer o peixe também”.  

12  De braços dados 

“Pensar global 

e agir localizadamente”. 

(Máxima corrente nos meios ambientalistas.) 

“Já descobrimos o tamanho da terra … 

Ninguém é melhor que outro no meio ambientalista” 

Mário Mantovani 

Coordenador do Núcleo Pró- Tietê 

Numa prosa com o Ademir Medici (Abril/91), garimpeiro da memória do ABC, este refez o trajeto dos dramas da represa e das lutas por sua preservação. Muito do papo girou em torno do Fernando Vitor (recentemente falecido). Na ocasião pedi ao Ademir que escrevesse um artigo falando do Vitor. Buscando reverenciar em sua figura a luta de tantos que continuam nas trincheiras.  

Lembrando Fernando Vítor 

Ademir Medici – Maio 91  

O sociólogo Antônio de Andrade descobriu, nas quinhentistas atas da Vila de Santo André da Borda do Campo (1553-1560), preocupações ecológicas. Sem dúvidas os mais antigos registros de agressão à natureza por estes recantos da velha São Paulo. O processamento de mandioca manchava de impureza nossos riachos. Era preciso gritar e resistir. E os bravos portugueses-brasileiros da Terra de Santa Cruz davam este grito e o escreviam para sempre nas páginas da história.  

Os italianos chegariam 300 anos depois para descobrir a América. Pegaram no pesado por estas bandas. Plantaram uva, fizeram vinho, sofreram com uma peste que atingiu toda a plantação. Era preciso mudar de ramo. Podia-se, por exemplo, derrubar as matas e fazer carvão. E assim foi feito, para desespero dos ecologistas de plantão.  

Menos de 20 anos após o assentamento dos primeiros imigrantes nas linhas coloniais de São Bernardo, o Estado soltava uma circular, em 1895, demonstrando a conveniência de os lavradores do Município não estragarem as matas. Aproveitavam, mercantilisticamente, para pedir os preços que poderiam ser obtidos pela madeira em toras no mercado.  

O século 20 despontaria impávido e alucinante, dando sequência ao que se chama de história dos avanços e recuos, uma história que vem marcando o dia-a-dia da região. Uma história de êxitos ou fracassos. Divide-se para depois pregar-se a união. Há todo um planejamento segmentado, sempre sem sequência. Uma história da não participação popular. Migrantes e imigrantes, como massa popular, participam de campanhas reivindicatórias. Pressionam, politicamente. Mas nunca são chamados a participar de planos de governo. Muitas vezes são manipulados.  

Se no século 18 o ABC foi palco da ocupação das fazendas abertas no século 17, no século 19 a região ganha a estrada de ferro e as colônias. Para no século 20 viver a fase da industrialização acelerada, da formação da represa Billings (a partir dos anos 20) dos grandes loteamentos urbanos, e a partir dos anos 60, das favelas.  

A represa avança sobre áreas produtivas, sem gritaria das UDRs da vida. Os bairros ocupam áreas de mananciais. E a represa resiste ao progresso. Produz pescadores. Aceita procissões religiosas. Faz a festa das pascoetas e dos convescotes. Ganha mansões ao redor. E não reclama do esgoto que chega de todas as partes, resíduos de morte da alta tecnologia da indústria multinacional tupiniquim que chega porque a mão-de-obra é barata. Porque há incentivos de toda ordem. Porque há espaço e água e vias de escoamento fácil da produção que retorna ao Primeiro Mundo, levando produtos e um pouco do suor do migrante que troca o campo pela linha de produção e pelo acidente do trabalho.  

Depois, o caos.  

Enquanto a Billings era maravilha, reclamava-se do chiado dos apitos das fábricas de móveis da bucólica vila. O ribeirão dos Meninos – Ribeirão dos Couros, gritam em coro os batateiros – é envenenado lentamente. Primeiro pelo curtume. Depois, pelo progresso. A Billings, lá distante pelos lados do Riacho Grande – Rio Grande, insistem os batateiros – é apenas um mar bonito que se vê no caminho de Santos.  .  

Nos anos 50 chega a refinaria de Capuava. Em seguida, meses depois, o rio Tamanduateí está envenenado. Santo André grita e cria uma comissão, a tal de Cicpaa, que dá origem à Susan, à Cetesb … Mas ninguém fala da Billings receptora do cocô de São Paulo e do ABC todo, porque a tecnologia represou, inverteu rios, fez o diabo.  

A Billings virou notícia quando secou. Vivíamos os primeiros anos da década de 60.  Beltran Asêncio, fotógrafo e repórter da Vila de São Bernardo, documentou toda a cena. O mar virou sertão e deixou transparecer todo o sistema hídrico primitivo de Rio Grande. Peixes vieram à tona e nunca se comeu tanto filé de tilápia.  

Era a seca, mas era também a indústria da pressão política.  

Pelo menos uma procissão foi feita para se pedir que chovesse. Da capela de Santo Antônio, no Bairro dos Casa, até a Matriz de Nossa Senhora da Assunção, na rua Cristiano Angeli, Uma procissão noturna, iluminada de velas, por caminhos de terra. Os fiéis, descalços, vinham segurando nas mãos seus sapatos.  

A Vila, no Sudeste, repetia o ato de coragem e fé dos religiosos do Nordeste. E a chuva caiu. E a represa encheu. E a vida continuou. Nem se falava em proteção aos mananciais.  

As procissões continuaram. Grandes procissões náuticas no Rio Grande e no Alvarenga. Atravessavam-se braços da Billings em direção a Bororé, em Santo Amaro. Procissões náuticas…  

O Parque Estoril, do final dos anos 40, recebia massas de trabalhadores.  

O Primeiro de Maio era ali comemorado, ao tempo em que os marceneiros tinham sindicato forte.  

As festas náuticas de Eldorado foram incluídas no calendário turístico do Estado. Mas o tal de bombeamento de esgoto continuava, aumentava. Anos 70. Meados da década. Como continuar com as procissões se a represa exalava o cheiro do nojo, da política internacional contrária ao bem estar do trabalhador e da população da América Latina?  

A procissão que fez chover nos anos 60, e salvou a Billings, não repetiu a dose nos anos 70. E acabaram as procissões na represa.  

Acabou a vida. Ou a vida se metamorfoseou?  

Fernando Vitor aparecia com seu corpo de judoca. Carioca, olhos vivos, amante das coisas orientais, Fernandão explicava, didaticamente, como tudo ocorria. Acusava o Sanegran. Falava da Solução Integrada. Citava números. Dizia que havia uma mágica para tornar o útil inútil e se procurar, longe daqui, a solução para o problema do abastecimento de água. Isso era bom … para as grandes empreiteiras.  

A ditadura militar não havia ainda sido abalada pelas grandes concentrações dos metalúrgicos no estádio da Vila Euclides. Os militares reinavam absolutos. E o tal de Fernando Vitor insistindo em gritar:  

“Estão acabando com a vida, temos que salvar a Billings”.  

Fernando Vitor levou porrada e quebrou a cara, sem deixar de gritar. Talvez ele não soubesse, mas sem qualquer dúvida estava abrindo espaço para a formação dos grupos ecológicos dos anos 80.  

Gritou e gritou tanto que acabou sendo processado pelo governo.  

– “(…) O que acho é que se deve acabar com essa estrutura megalômana, que absorve os recursos públicos. Acabar com o empreguismo que existe dentro da Sabesp e da Cetesb também, enfim, dentro de todos esses órgãos públicos.”  

– (…) Quando se fez a opção para o abastecimento de água de São Paulo, a alternativa mais recomendada não era essa de buscar água lá na Serra da Mantiqueira, nos formadores do rio Piracicaba. Essa alternativa foi escolhida porque era mais interessante não s6 para as grandes empreiteiras, devido ao volume de obras e tudo o mais, mas principalmente para a Light, que queria naquela ocasião influir decisivamente nisso tudo e pretendia que aquele volume de água retirado dos formadores do rio Piracicaba viessem a gerar energia elétrica em Cubatão.  

– (…) Depois veio o Sanegran, outro furo n’água, contra o qual movemos uma ação não contra um projeto de saneamento, mas sim contra a substituição de um projeto já em execução, com tecnologia brasileira, prevendo o uso de equipamentos nacionais, muito mais simples do ponto de vista técnico, muito mais barato.  

– (…) A Billings não pode ser salva numa etapa só. Temos aí muitos anos de deposição de todo o esgoto doméstico e industrial coletado na Grande São Paulo. O que acho pessoalmente que é possível fazer, como medida que não comporta grandes investimentos, que importa em investimentos praticamente nulos, é promover uma substancial melhoria na represa, com base no controle do bombeamento de esgoto para a Billings.  

– (…) Fico indignado quando vejo muitos meios de comunicação apresentando o ida ao Fundo Monetário Internacional como se fosse a coisa mais natural do mundo, sem fazer qualquer alusão quanto ao impatriotíssimo, à falta de competência, quando esses recursos foram captados no exterior e aplicados aí nas pontes Rio-Niterói, na ferrovia do aço, no programa nuclear Brasil – Alemanha, em obras faraônicas, quando esses recursos, se tivessem sido captados, deveriam ser aplicados nas prioridades que deveriam levar o brasileiro a se consolidar como povo civilizado e como país produtivo e viável.”  

Fernando Vitor gritou tanto que ganhou três pontes de safena. Sofreu muito. Teve problemas de angina. Problemas que se repetiram mesmo depois da cirurgia, seguidas de muitas taquicardias. Em 1982 chegou a declarar que não teria coragem de voltar para a mesa de operações. Retornou, há dois anos. Ganhou novas pontes. Hoje se divide entre a casa em Eldorado e o sítio no interior.  

Em 1982 atreveu-se a concorrer a uma vaga de deputado na Assembleia Legislativa. Baseou toda sua campanha num jornal de papel vagabundo chamado “A VIDA“. Um jornal de 40 páginas, onde acusava “o jogo sujo das prioridades” e “a máfia das obras públicas“.  

Pedia “um basta às monstruosidades tecnocráticas”.  

“(…) Para invertermos as atuais tendências de devastação a favor de um meio ambiente sadio que possa garantir uma qualidade de vida em perfeita compatibilidade com o equilíbrio natural, é necessário o instrumento fundamental e comum a todas as demais conquistas populares, as liberdades democráticas”.  

Um jornal de 40 páginas em defesa da VIDA Ganharia as eleições com facilidade num país como o Japão, por exemplo. Aqui, perdeu. Deixou a política. Mas deixou o exemplo. Hoje aqui estão os grupos ecol6gicos do ABC salvando, num gesto simbólico, as últimas tilápias de uma Billings apodrecida.   

Uma Billings VIVA, grita Toninho Macedo.  

VIVA, VIVA. É preciso acreditar. E, mais do que nunca, continuar esta luta.  

Parceiros na luta 

Está é uma relação parcial. Foi elaborada pelo Ademir, com base em dados do Diário do Grande ABC (2.2.91 e 26.2.91), entrevistas com integrantes dos grupos e folhetos das entidades. Dela não constam todas as entidades atuantes no ABC.  

• SATS  

O Serviço Aéreo-Terrestre de Sa lvamento foi fundado em 10 de maio de 1956 e se constitui no mais antigo grupo ecológico organizado do ABC. No seu primeiro período, de 56 a 1969, o SATS existiu como grupo de paraquedistas que prestava primeiros socorros a vítima na Serra do Mar. Retomou atividades em 1982já com orientação ecológica. Possui perto de 30 integrantes, incluindo-se paraquedistas que podem ser acionados em casos de emergência. Seu presidente é Hermínio Costa. Contatos: Rua Sebastião Domingos da Silva, 26, Jardim Monte Carlos, Riacho Grande, São Bernardodo Campo. CEP 09830.  

• MDV  

O Movimento em Defesa da Vida foi fundado em 1984 e considera que a questão ambiental é um dos temas contemporâneos mais importantes. Atua na proteção da mata e como salvamento terrestre. Deu origem a vários movimentos ecológicos na região, inclusive na defesa da represa Billings como manancial potável e de lazer. Seu presidente é Virgílio de Farias (tel. 449-4114). Outros contatos: José Contreras (te I. 449-6622, ramal 214) e o vereador de Diadema, João Teixeira (tel. 445-4122) .  

• SOS BILLINGS  

Foi criado em 1985 e sua ação básica é em defesa da represa Billings e contra a ocupação de áreas de proteção aos mananciais. Caracteriza-se como grupo de convencimento de prefeituras e do Estado sobre a necessidade de preservação ambiental. Já realizou “pedágio ecológico” na Via Anchieta, veiculando 35 mil folhetos em defesa da represa. Nome oficial: Grupo de Preservação Ambiental SOS Billings. Rua Rio Acima, 263, Riacho Grande, São Bernardo do Campo (tel 443-6405  

– Antonio Sanchez Filho ou 443-6232 – Roberto Junqueira.  

• TERRA VIVA  

O Grupo Terra Viva Movimento de Resistência Ecológica foi criado em 1987. Trabalha com recursos próprios na defesa das áreas de mananciais e despoluição da Billings. Sua presidenta é Vera Rotondo (tel. 443-2266).  

• HARAS  

O Movimento em Defesa do Haras São Bernardo foi criado em 1984 com a preocupação de defender a antiga Chácara da Baronesa, situada em Santo André, no limite com São Bernardo do Campo. O espaço, destinado a conjuntos habitacionais, foi salvo e hoje é tombado pelo Estado.    

Objetivo – Transformar os 13 alqueires do antigo Haras em Parque Ecológico Cultural e de Lazer.  

Iniciativa dos moradores do Bairro Baete Neves.  

Coordenadora: Vera Rotondo  

• BRASIL VERDE  

O Movimento Brasil Verde foi fundado em 1989. Luta pela preservação da represa Billings e proteção de mananciais. Presidenta:jornalista Beatris Andreatta.  

• ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA  

A Associação Comunitária de São Bernardo tem sede à rua dos Vianas, no centro da cidade, próximo ao Paço Municipal. Desenvolve vários projetos sociais, voltados à questão do abastecimento e habitação. Todos os seus projetos devem ter preocupação com a questão ambiental. Presidenta: Patrícia Kay.  

• CAAETÊ  

O Grupo Ecológico Caaetê foi fundado em 1989. Atua junto ao MDV pela conservação dos mananciais do Parque do Pedroso, em Santo André. Protesta contra o açoreamento e ocupação da área com favelas e o trânsito de caminhões de lixo que cortam o parque seguindo em direção de São Bernardo. Situa-se à avo Lino Jardim, 139, Santo André (tel. 412-4061). Caixa Postal 198. CEP 09000.  

• CONSCIÊNCIA  

O Grupo Ecológico Consciência foi fundado em 1990. Reúne moradores dos bairros Homero Thon, Silveira, Casa Branca, Vila Humaitá e Vila América, todos de Santo André. Atua na proteção da qualidade do ar do local, com destaque para as multinacionais Pirelli e Firestone. A luta foi iniciada por 20 donas de casa, que não são contrárias às indústrias mas à falta de filtros nas chaminés e que defendem uma maior e permanente fiscalização da CETESB. Contatos: 440-9209.  

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