Artesanado de Palha de milho, da cidade de Redenção da Serra. Artesã Giselda. Fotografia de Reinaldo Meneguim

Folguedos

Autos, folguedos, folganças, bailados ou danças dramáticas denominam expressões complexas em que, no mais das vezes, a dança constituísse em elemento de destaque. Folguedo é a denominação mais aceita, designando todo fato folclórico, dramático, coletivo e com estruturação, priorizando ora o elemento dramático, ora o do brinquedo ou o coreográfico.

“A característica essencial do folguedo é o sentido de representação. No folguedo o indivíduo assume provisoriamente um ou vários papéis na apresentação.”

Se traduz em representação, espetáculos por vezes em cortejo. Personagens, figurinos – exibição. Bailados coletivos que, junto com obedecerem a um tema dado tradicional e caracterizador, respeitam o princípio formal das suites, isto é, obra musical constituída pela seriação de várias peças coreográficas.

Dramático não só no sentido de ser uma representação teatral, mas também por apresentar um elemento especificamente espetacular, constituído pelo cortejo, sua organização, danças e cantorias. Coletivo por ser de aceitação integral e espontânea de uma determinada coletividade; e com estruturação, porque através da reunião de seus participantes, dos ensaios periódicos, adquire uma certa estratificação. Seu cenário são as ruas e praças públicas de nossas cidades, especialmente nos dias de festas locais, em louvor dos santos padroeiros ou do calendário.

“O que não costuma acontecer na dança, onde ele continua a ser ele mesmo…
Em razão da sua complexidade os grupos de folguedos são sempre estruturados. A divisão de trabalho e a hierarquia interna ultrapassa o momento da representação. A participação nos grupos exige certa permanência, por isso, os grupos são considerados fechados, isto é, somente participam de forma efetiva nas representações ou seus próprios integrantes. A participação da assistência é de outra natureza. Embora haja este caráter de permanência e os integrantes em geral saibam do seu papel ou papéis, nunca deixam de realizar ensaios.” (Roberto Benjamin)

Portanto, são folguedos os Maracatus, Congos e Congadas, Cacumbis, Ticumbis e Catopês, Moçambiques ou Maçambiques, Bois-Bumbás e Taieiras, Reisados e Folias de Reis, Ternos de Reis, Reiadas, Companhias de Pastores, Caiapós, Caboclinhos e Cabocladas, nas suas inúmeras variantes, os e, dentre as dezenas que existem Brasil afora.

Nelas estão inseridos os nossos folguedos – Congos ou Congadas, Moçambiques, Folias ou – representações que se dão por vezes em cortejo tendo por cenários as ruas e praças públicas de nossas cidades, especialmente nos dias de festas em louvor dos santos padroeiros e do calendário litúrgico ou profano. Seus participantes se organizam em grupos estruturados, respeitando a divisão de trabalho e hierarquia interna. Necessitam de ensaios periódicos.

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