Artesanado de Palha de milho, da cidade de Redenção da Serra. Artesã Giselda. Fotografia de Reinaldo Meneguim

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Chiba

Versão do fandango no Litoral Norte, compreendendo as modas próprias para os bate-pés, palmeados e os grandes figurados, com acompanha mento de violas. Participam pares e as mulheres só executam os bailados, não os sapateados. Ocorrência: Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba.  

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Marimba

Muito comuns nas culturas bantu da África negra, as marimbas transmigraram na bagagem do negro escravizado e se popularizaram no Brasil. Correspondentes nos círculos eruditos aos xilofones, são instrumentos percussivos melódicos constituídos de uma série de lâminas de determinados tipos de madeira, em números variáveis, afixados em pequenas traves ou arcos, tendo por ressoadores, pequenos coites (cabaças), cortados pela metade e afixados por baixo de cada lâmina. Serviam, então, ao lado de outros instrumentos também chegados nas bagagens dos negros escravizados, de base rítmica, com…

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Romaria

Um traço que se destaca na cultura tradicional em São Paulo são as romarias: a pé, de bicicleta, a cavalo, de charrete, de motos, de carro, em ônibus fretados ou de carreira. Ocorrem durante todo o ano, apresentando, ciclicamente, grandes picos que chegam a demandar ações especiais dos Departamentos de Transito. Quando a pé os romeiros se auto intitulam caminheiros, e seguem sós, em duplas, ou em grupos. Dentre os que seguem sós alguns podem arrastar cruzes por uma distancia algumas vezes superior a 100…

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Jongo

Jongo é dança de origem banto, do mesmo tronco do batuque, ambos, ancestrais do samba e do pagode, que resiste em alguns pontos do Vale do Paraíba. Em Taubaté, São Luis do Paraitinga, Pindamonhangaba e Cunha, encontram-se os últimos redutos de jongueiros do Vale Paulista e que se acham, no momento, em fase de revivescência. Estruturado em roda, em torno de uma fogueira que ajuda a manter a afinação dos tambores, realizam-se hoje em praças públicas, da mesma forma que, outrora, ocorriam nos terreiros. Com…

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Figureiros

Figureiros se auto intitulam os artistas populares do Vale do Paraíba que recriam com barro (cru) figuras e cenas do seu dia-a-dia, ou do seu imaginário. Arte resultante não de aprendizado sistemático ou ensinamentos especiais, mas de uma tradição, da curiosidade ou das experiências pessoais do próprio artista. Ocorrência: Caraguatatuba, Pindamonhangaba, Santa Branca, São Bento do Sapucaí, São Jose dos Campos, Taubaté, Tremembé.

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Procissão nas Águas

Afora os encontros dos Irmãos do Divino nas águas do Médio Tietê (região em que o rio volta de novo à vida), observamos outras devoções a se expressarem nas águas, estruturadas em grandes cortejos fluviais, lacustres e marítimos de embarcações variadas (barcos, bateras, ubás, botes, chatas, lanchas, balsas, bóias). Busca se com eles homenagear Bom Jesus, Nossa Senhora (dos Navegantes, do Livramento, do Rocio, do Patrocínio, Aparecida) e São Pedro. Ocorrência Região de Bauru: Botucatu (N. Sra. dos Navegantes).

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Caiapó

Bugrada, Caiapós ou Caiapô são denominações com que aparecem entre nós, folguedos com temática indianista, calcada, sobretudo, na visão de um “índio idealizado”. Atuam durante o ano todo nos diversos ciclos culturais, em especial no carnaval, e em festas dos santos padroeiros e de devoção popular, seguindo em cortejo pelas ruas das cidades, com paradas para dramatizações esquemáticas. Ocorrência: Ilhabela, Joanópolis, Mairiporã, Piracaia, São Jose do Rio Pardo, São Sebastião.

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